3ª pista do Aeroporto Afonso Pena; Infraero diz não ser prioridade

Para os empresários, a terceira pista - na verdade, a segunda, pois a segunda existente é de operação restrita - traria grandes benefícios à economia e ao turismo do Paraná e contribuiria para a descentralização da malha aérea, tão necessária para descongestionar s aeroportos de São Paulo. Além do impacto na exportação de cargas, mais uma pista poderia caracterizar o Aeroporto Afonso Pena como hub macro regional, ligando o Sul do País à Europa e a países do Mercosul.

Demanda reprimida
Segundo Antonio Azevedo, presidente da ABAV-PR, há uma demanda reprimida por vôos internacionais diretos, partindo de Curitiba. “Temos gargalos também em relação ao terminal de passageiros. O aeroporto já está bem próximo da saturação e há o interesse concreto de empresas como a TAP, companhia aérea portuguesa, em incluir em suas rotas vôos diretos entre Curitiba e a Europa. E a uruguaia Pluna acaba de confirmar o início de vôos diários Curitiba-Montevidéu. Ora, com vôos internacionais diretos, nossos passageiros poderiam sair com conforto de Curitiba, sem precisar passar por São Paulo para chegar ao destino final”. Disse ainda Azevedo que “a ABAV-PR tem tido ativa participação nas discussões e vai continuar lutando, ao lado da FIEP e de outras entidades, pela melhoria da infra-estrutura aeroportuária do Paraná”.

No tocante a cargas, diretores da FIEP demonstraram que atualmente apenas 3% das cargas aéreas do Paraná são exportadas pelo aeroporto Afonso Pena. A maioria é desviada, por via rodoviária, para o aeroporto de Viracopos, quando poderiam sair do Estado pelo seu principal aeroporto.

Não é prioridade...
Apesar da disposição de dialogar, para a Infraero, de acordo com o diretor Ballarin, a reivindicação paranaense ainda não está entre as prioridades da empresa. Para ele, estudos e projeções da Infraero baseados em dados estatísticos mostram que a nova pista pode esperar, opinião que naturalmente não é compartilhada por Antônio Azevedo entre outros : “Os dados não levam em conta a demanda reprimida pelo turismo internacional, mas apenas as informações históricas. Nós sabemos que há demanda pelos vôos internacionais e que isso só será comprovado com a 3ª pista”, diz o presidente da ABAV-PR. Deputados federais presentes à reunião comprometeram-se a buscar recursos junto ao Tesouro Nacional para financiar a construção da terceira pista.

A verdade é que se não houver muita pressão das entidades, da imprensa e de todos os segmentos da comunidade, o projeto não sairá do papel. E a cobrança tem que ser constante, permanente, pois está provado que políticos e governantes não entendem outra linguagem.

Fonte: “TURISMO E DIPLOMACIA”